O sol aquece os vidros do carro. Abro a janela e sinto o vento bater-me no cabelo. Sabe bem, sabe a liberdade. Penso em tudo e em nada concretamente. Sinto-me aliviada por ter finalmente fechado o livro que andava a ler. Estava farta do seu enredo rotineiro mas custava-me tirá-lo da mesa de cabeceira. Tinha medo, medo de me desfazer dele como de muitas coisas na minha existência a que disse adeus.
Quando era pequenina, detestava a rotina, ainda não tenho uma relação estreita com ela mas aprendi a renová-la. Há tantas pessoas que ainda não conheci, tantos sonhos que ainda não sonhei, tantas desilusões e alegrias por viver. Há ainda tanta coisa que não sei a meu respeito porque aprendi há pouco tempo a escutar-me verdadeiramente sem interferência dos outros, os figurantes da minha vida. Cada um de nós tem o papel principal nas nossas vidas. Eu vesti-me de bailarina no camarim, sim eu gostava de ser bailarina, saí para o palco e dancei até me doerem os pés. Não havia público. Que importa? Somos para e por nós.
Quando era pequenina, detestava a rotina, ainda não tenho uma relação estreita com ela mas aprendi a renová-la. Há tantas pessoas que ainda não conheci, tantos sonhos que ainda não sonhei, tantas desilusões e alegrias por viver. Há ainda tanta coisa que não sei a meu respeito porque aprendi há pouco tempo a escutar-me verdadeiramente sem interferência dos outros, os figurantes da minha vida. Cada um de nós tem o papel principal nas nossas vidas. Eu vesti-me de bailarina no camarim, sim eu gostava de ser bailarina, saí para o palco e dancei até me doerem os pés. Não havia público. Que importa? Somos para e por nós.
Um comentário:
viver até cair, eis a minha filosofia de vida também =)
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