Espero-te como a D. Sebastião. Espero-te sem olhar para o relógio, sem hora marcada, deixo os dias, meses e anos esquecerem-se de te trazer sem te esquecer, sem deixar de te lembrar com um sorriso e um arrepio, sinto o teu rosto como se ontem o tivesse beijado.
Esperar-te faz parte de mim, de cada segundo em que nada se agita senão a doce lembrança do passado, onde tu continuas a viver. Sei que não virás mas no meu pequeno mundo imaginário prefiro viver-te a não ter mais nada. Pequenas coincidências te trazem pela fina barreira entre a ilusão e o vazio, como acordar depois de sonhar contigo e receber no mesmo momento um pequeno bom dia teu, pelo telemóvel - essencial objecto em que escrevemos o nosso minuto, que nos une e ao mesmo tempo frustra por dar tanto mas não poder ser mais. Palavras que surgem da tua mão sem lhe poder tocar. Desejos da tua boca que não posso sentir.
Quando te sonho é como se te tivesse nesse perfeito mundo paralelo entre a almofada e o infinito nada da noite. E em silêncio te namoro, como um segredo que nem tu sabes, re-estreia de um filme antigo pelas mesmas deixas que sei de cor, um amor sem tempo, um romance de pedaços rasgados de outra estória, a mesma, reescrita por mim.
terça-feira
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4 comentários:
um amor platónico nuca se cansa da espera mesmo que esta seja eterna. Identifico-me tb. =)
A tua escrita espelha cada vez mais a pessoa que és =)*
*nunca
gosto deste blog, não sei porquê... ;P
eu também =)
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